quarta-feira, outubro 10
Estadao.com.br :: Vida & :: Transfusão sanguínea pode ser prejudicial, dizem cientistas
WASHINGTON - Estudos divulgados nesta terça-feira afirmam que as transfusões de sangue poderiam ser prejudiciais, porque o sangue doado perde um gás que permite a transferência de oxigênio aos tecidos. "Milhões de pacientes recebem transfusões com sangue cuja capacidade de levar oxigênio está comprometida", assinalaram os pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Duke, que publicaram os estudos na revista "Proceedings of the Natural Academy of Sciences".
"O sangue pode salvar uma vida, mas não ajuda da forma como esperávamos e em muitos casos pode ser prejudicial", disse Jonathan Stamler, o pesquisador-chefe de um dos estudos.
A chave está no óxido nítrico, um componente do sangue, o qual dilata os vasos sanguíneos abertos e assim permite a transferência de oxigênio dos glóbulos vermelhos aos tecidos. Os estudos demonstram que este gás começa a se descompor quase que imediatamente depois que o sangue sai do corpo do doador.
"Surpreendeu-nos a velocidade com que o sangue muda. Vimos sinais claros do diminuição do óxido nítrico nas primeiras três horas", afirmou Timothy McMahon, que dirigiu um estudo que analisou durante intervalos regulares a composição química do sangue doado.
Sem óxido nítrico, os vasos capilares não se dilatam, os glóbulos vermelhos se acumulam nas artérias e os tecidos não recebem oxigênio, segundo Stamler, cujo estudo descreve pela primeira vez a função desse gás. "O resultado pode ser um ataque do coração e inclusive a morte", alertou o médico. Nos últimos cinco anos, vários estudos demonstraram que as pessoas que recebem transfusões sanguíneas têm mais probabilidade de sofrer um derrame cerebral, um ataque cardíaco e até mesmo morrer.
Além de abrir os vasos, o óxido nítrico dá flexibilidade aos glóbulos vermelhos. À medida que seu nível cai, essas células endurecem, o que torna mais difícil que se deformem para passar pelos minúsculos vasos capilares, segundo os especialistas de Duke.
Em um experimento para tentar reverter o problema, Stamler e sua equipe acrescentaram óxido nítrico ao sangue injetado em cachorros, o que aumentou o fluxo sanguíneo que chegava ao coração dos animais. "Isto mostra que acrescentar óxido nítrico ao sangue humano poderia em teoria melhorar sua capacidade de dilatar os vasos sanguíneos e com isso prevenir os ataques do coração e inclusive a morte", declarou Stamler.
Em todo caso, os cientistas recomendaram que testes clínicos sejam realizados em grande escala com seres humanos para prová-lo. "Não há dúvida de que as transfusões de sangue podem ser prejudiciais", disse Stamler. "Há dúvidas sobre a gravidade do problema", acrescentou. Nos Estados Unidos, 4,8 milhões de pessoas precisam de transfusões a cada ano, as quais recebem 14 milhões de unidades de glóbulos vermelhos. O sangue doado é guardado por um período máximo de 42 dias, após o qual é destruído.
Transfusão sanguínea pode ser prejudicial
Ter 09/10/07 09h55 Luz , edmilsonluz@estadao.com.br
Parabéns pela excelente reportagem. De fato, os estudos demonstram que o sangue estocado perde sua elasticidade e capacidade de deformidade, obstruindo o fluxo capilar. Também, há baixos níveis de 2,3DPG, com consequente baixa na entrega de oxigênio da hemácia para os tecidos. Assim, sempre que possível, é melhor tentar fazer com que o paciente melhores seus mecanismos internos de compensação à anemia. Uma forma em que isso pode ser feito é por meio do hormônio eritropoetina, que estimula o corpo a produzir seus próprios glóbulos vermelhos, evitando, assim, as necessidades transfusionais. Mais uma vez, parabéns ao jornal.
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terça-feira, outubro 9
G1 > Ciência e Saúde - NOTÍCIAS - Transfusão de sangue pode ser prejudicial, dizem cientistas
Sangue doado perde gás que transfere oxigênio aos tecidos.
Incidência de ataque cardíaco e derrame é maior naqueles que receberam transfusão
As transfusões de sangue poderiam ser prejudiciais para muitos pacientes, porque o sangue doado perde um gás que permite a transferência de oxigênio aos tecidos, segundo dois estudos divulgados nesta segunda-feira (8).
"Milhões de pacientes recebem transfusões com sangue cuja capacidade de levar oxigênio está comprometida", assinalaram os pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Duke, que publicaram os estudos na revista "Proceedings of the Natural Academy of Sciences".
"O sangue pode salvar uma vida, mas não ajuda da forma como esperávamos e em muitos casos pode ser prejudicial", disse Jonathan Stamler, o pesquisador-chefe de um dos estudos.
Óxido nítrico
A chave está no óxido nítrico, um componente do sangue, o qual dilata os vasos sanguíneos abertos e assim permite a transferência de oxigênio dos glóbulos vermelhos aos tecidos.
Os estudos demonstram que este gás começa a se descompor quase que imediatamente depois que o sangue sai do corpo do doador.
"Surpreendeu-nos a velocidade com que o sangue muda. Vimos sinais claros do diminuição do óxido nítrico nas primeiras três horas", afirmou Timothy McMahon, que dirigiu um estudo que analisou durante intervalos regulares a composição química do sangue doado.
Sem óxido nítrico, os vasos capilares não se dilatam, os glóbulos vermelhos se acumulam nas artérias e os tecidos não recebem oxigênio, segundo Stamler, cujo estudo descreve pela primeira vez a função desse gás.
"O resultado pode ser um ataque do coração e inclusive a morte", alertou o médico.
Derrame cerebral e ataque cardíaco
Nos últimos cinco anos, numerosos estudos demonstraram que as pessoas que recebem transfusões sangüíneas têm mais probabilidade de sofrer um derrame cerebral e um ataque cardíaco, e de morrer.
Além de abrir os vasos, o óxido nítrico dá flexibilidade aos glóbulos vermelhos. À medida que seu nível cai, essas células endurecem, o que torna mais difícil que se deformem para passar pelos minúsculos vasos capilares, segundo os especialistas de Duke.
Em um experimento para tentar reverter o problema, Stamler e sua equipe acrescentaram óxido nítrico ao sangue injetado em cachorros, o que aumentou o fluxo sanguíneo que chegava ao coração dos animais.
"Isto mostra que acrescentar óxido nítrico ao sangue humano poderia em teoria melhorar sua capacidade de dilatar os vasos sanguíneos e com isso prevenir os ataques do coração e inclusive a morte", declarou Stamler.
Em todo caso, os cientistas recomendaram que testes clínicos sejam realizados em grande escala com seres humanos para prová-lo.
"Não há dúvida de que as transfusões de sangue podem ser prejudiciais", disse Stamler. "Há dúvidas sobre a gravidade do problema", acrescentou.
Nos Estados Unidos, 4,8 milhões de pessoas requerem transfusões a cada ano, as quais recebem 14 milhões de unidades de glóbulos vermelhos. O sangue doado é guardado por um período máximo de 42 dias, após o qual é destruído.
terça-feira, julho 31
Alternativas médicas ao sangue - Wikipédia
Alternativas médicas ao sangue (tratamentos alternativos às transfusões de sangue), o que inclui os substitutos do sangue[1], frequentemente chamados por sangue artificial, são usados para encher o volume de fluido e transportar o oxigênio e outros gases ao sistema circulatório.
Embora geralmente usado, o termo substituto do sangue[2], não seria totalmente exato, visto que o sangue humano executa muitas funções importantes. Por exemplo, os glóbulos vermelhos transportam o oxigênio, os glóbulos brancos defendem infecções bacterianas, as plaquetas promovem coagulação, e as proteínas do plasma executam várias outras funções. Os termos preferidos e mais exactos são: expansores do volume e terapias de oxigênio. Outras técnicas modernas e inovadoras tem sido desenvolvidas para tratamentos alternativos e cirurgias sem sangue[3] (Bloodless surgery), e até mesmo Transplante de medula óssea.[4]
Conteúdo
* 1 Expansores do volume
* 2 Terapias de oxigênio
* 3 Algumas técnicas médicas
* 4 Lista de medicamentos alternativos - Código ATC B
* 5 Ver também
* 6 Referências
* 7 Ligações externas
Expansores do volume
Usados para expandir e/ou manter o volume do sangue, evitando o choque hipovolêmico. Quando ocorre um sangramento, primeiro é necessário parar este sangramento e depois repor a perda do sangue. Fornecer volume sanguíneo por expansores de volume faz-se com que um paciente tolere níveis baixos de hemoglobina, menos até que 1/3 de uma pessoa sadia.
Quando o corpo detecta um nível baixo de hemoglobina inicia-se um mecanismo compensatório. O coração começa a bombear mais sangue a cada batida. Quando da perda de sangue é adicionado fluídos, o sangue diluído começa a fluir mais fácil até mesmo em pequenas veias e mais oxigênio é levado para os tecidos.
Quando a perda sanguínea leva a uma queda do nível de hemácias cujo fornecimento de oxigênio é inadequado mesmo com expansores de volume, faz-se necessário a transfusão sanguínea e/ou terapias de oxigênio.
Fluídos que transportam oxigênio são usados como expansores de volume. Soluções cristalóides e soluções colóides podem ser variados, dentre eles cita-se:
* Hidroxietila de amido[5];
* Lactato de ringer e Ringer com lactato de sódio ou Solução de Hartmann;
* Uso de soluções salinas (soro fisiológico a 0,9%),
* Dextrose (5% diluído);
* Cristaloides e Colóides baseados em Haemaccel, e Gelofusin.[6]
Os expansores do volume [7] estão extensamente disponíveis e são geralmente usados em todos hospitais, sendo estas as primeiras medidas usadas por paramédicos e médicos da emergência.
Terapias de oxigênio
Habilidade no transporte do oxigênio do sangue. As terapias de oxigênio são dividias em duas categorias baseadas no mecanismo do transporte. São elas: perfluorocarbono e hemoglobina.
* Perflurocarbono (PFC): é um composto derivado do hidrocarboneto pela substituição de átomos de hidrogênio pelo fluor. PFC pode transportar oxigênio. Seu líquido não se mistura ao sangue. É misturado a antibióticos, vitaminas, nutrientes e sais produzindo uma mistura que contêm 80 componentes diferentes. O primeiro PFC aprovado e usado foi o Fluosol-DA porém seu uso foi abandonado devido a efeitos colaterais.
* Hemoglobina: derivadas de formas humanas, animais or artificialmente pela tecnologia recombinante. A hemglobina pura não é usada desde que se descobriu sua toxicidade renal. Para ser usada ela é tratada por polimerização, encapsulação e ligação cruzada. Os mais usados são o Hemopure (com hemoglobina bovina) e PolyHeme (com hemoglobina humana).
As terapias de oxigênio estão em experimentações clínicas em muitos países como nos Estados Unidos e na Europa, porém a Hemopure está mais extensamente disponível na África do Sul.
Atualmente muitos médicos têm reconhecido que a posição contrária à transfusão de hemocomponentes por parte das Testemunhas de Jeová, incentivou a pesquisa de "tratamentos alternativos", permitindo efetuar cirurgias complexas sem a necessidade do uso de sangue total e hemoterapia, usando-se técnicas que beneficiam muitos outros pacientes.
Algumas técnicas médicas
Eritropoietina
Eritropoietina
* Anestesia en pacientes[8]
* Albumina[9]
* Uso de bisturis elétricos para cirurgias mais simples;
* Uso de bisturis ultrassônicos para cirurgias complexas;
* Haemmacell (solução gelatinosa que substitui até 1000 ml de plasma);
* Eritropoietina[10] ou EPO - hormônio produzido nos rins que estimula a medula óssea a produzir hemácias em ritmo acelerado;
* Eritropoietina recombinante;
* Dextran de ferro (ou Imferon) administrado intravenosamente;
* Aprotinina, antifibrinolíticos ajudam a reduzir hemorragias agudas[11]
* Hemostatos biológicos como tampões de colágeno e celulose;
* Colas e seladores de fibrina cobrem áreas maiores de tecidos que sangram;
* Máquinas de recuperação sanguínea[12] que recuperam o sangue perdido durante cirurgias ou traumas. Com esse sistema pode-se recuperar litros de sangue com reutilização do próprio sangue perdido[13] durante a cirurgia após passagem por um filtro. É o mesmo sistema utilizado nas cirurgias cardíacas, onde o coração para de funcionar durante algum tempo e uma bomba faz seu papel temporariamente com o sangue circulando através de uma máquina, sistema chamado de circulação extracorpórea[14] e similar no funcionamento à hemodiálise;
* Contato com cirurgiões experientes pode evitar complicações;
* Instrumentos cirúrgicos que cortam e cauterizam os vasos sanguíneos ou grandes partes de tecido;
* Hemodiluição[15]
* Recuperação intraoperatória de sangue[16]
* Instrumentos de laparoscopia e outros, que permitem cirurgias sem a perda de sangue;
* Tampão sanguíneo peridural[17]
* IL 11, antifibrinolíticos;[18]
* Transfusão autóloga - Existem dois tipos: 1)- O paciente retira seu próprio sangue alguns dias antes da cirurgia e esse sangue fica guardado em bolsas até que seja necessário utilizá-lo durante a cirurgia programada. 2)- No outro tipo, o sangue é retirado no início da cirurgia e armazenado, sendo substituído por soluções cristalóides ou colóides como expansores do volume do plasma. Ocorrendo algum sangramento ele obviamente será menor, já que estará diluído. Ao final da cirurgia o sangue é reposto.
Para além da conhecida transfusão autóloga, do aproveitamento (após filtração/heparinização) do sangue perdido no decurso de intervenções cirúrgicas, e da chamada transfusão isovolémica, (todas estas técnicas implicando apenas a utilização de sangue autólogo) as alternativas reais à transfusão tem suas limitações.
Fora das situações de hemorragia aguda, são de considerar a utilização de eritropoietina humana recombinante para estimular a eritropoiese[19], e de trombopoietina humana recombinante (esta de utilização ainda não generalizada e limitada a situações de trombocitopenia).
Estão a ser submetidos aos primeiros ensaios clínicos substitutos sintéticos[20] e semi-sintéticos das plaquetas, constituídos por micro-esferas de albumina (ou eritrócitos fixados), revestidos com fibrinogénio ou peptídeos derivados do fibrinogénio. No entanto, a semi-vida destes produtos parece ser muito curta, o que poderá limitar a sua utilização a situações agudas. A utilização de alguns produtos de recombinação genética como fatores de coagulação, proteína C (anticoagulante fisiológico quando em conjunção com a proteínas S), antitrombina e antitripsina (bem como outros agentes terapêuticos de situações de discrasia da hemostase (processos de coagulação) como DDAVD, antifibrinolíticos, colas de fibrina recombinante, etc.) poderá, em alguns casos, corrigir situações discrásicas, evitando assim a ministração de sangue ou seus hemocomponentes.
Em situações de anemia[21] por hemorragia aguda tem sido indicada, em condições específicas e limitadas, a utilização de transportadores do oxigénio do grupo dos perfluorcarbonos, alguns já comercializados. Devendo ter em atenção os efeitos sobre os rins e o fígado. Já se pratica a terapêutica genética para a deficiência do Fator VIII (Hemofilia A) e está eminente a utilização da mesma tecnologia para o tratamento da deficiência do Fator IX (Hemofilia B). Ainda se encontra em ensaios pré-clínicos uma hemoglobina artificial.
Em maio de 2007, cientistas britânicos anunciaram ter criado o sangue artificial a partir do plástico, e que este poderia entrar no mercado dentro de alguns anos.
Lista de medicamentos alternativos - Código ATC B
B01 Medicamentos antitrombóticos
B02 Anti-hemorrágicos
B02A - Antifibrinolíticos
B02B - Vitamina K e outros hemostáticos
B03 Preparados antianémicos
B03A - Preparados de ferro
B03B - Vitamina B12 e ácido fólico
B03X - Outros preparados antianémicos
B05 Substitutos do sangue e soluções de perfusão
B05A - Sangue e produtos relacionados
B05B - Soluções I.V.
B05C - Soluções irrigantes
B05D - Dialíticos peritoniais
B05X - Aditivos de soluções I.V.
B05Z - Hemodialíticos e hemofiltratos
Ver também
* en:Hemopure
* en:Oxygent
* en:PolyHeme
* en:Cirurgia bloodless
* Albumina
* Circulação extracorpórea
* Eritrócitos
* Eritropoietina
* Ferro
* Fibrina
* Fibrinogénio
* Dextrose
* Instrumentos cirúrgicos
* Lista de medicamentos alternativos - Código ATC B
* Perfluorocarbonos
* Peptídeos
* Lactato de ringer
* Soluções salinas
* Transfusão de sangue
Referências
1. ↑ Biblioteca Virtual em Saúde - Substitutos do Plasma
2. ↑ Biblioteca Virtual em Saúde - Substitutos Sanguíneos/administração & dosagem Transferência de Oxigênio
3. ↑ Biblioteca Virtual em Saúde
4. ↑ Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia Print ISSN 1516-8484,Transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas sem uso de hemocomponentes
5. ↑ Medicina, Ribeirão Preto, Simpósio: TRANSPLANTE DE MEDULA OSSEA - 2ª PARTE
6. ↑ Revista Brasileira de Anestesiologia Print ISSN 0034-7094 - cirurgias ortognáticas
7. ↑ Expansores de volume x transfusäo sanguínea - Volume expanders x blood transfusion
8. ↑ Anestesia en pacientes: Testigos de Jehová
9. ↑ Cadernos de Saúde Pública Print ISSN 0102-311X - Avaliação do uso de albumina em hospital do Rio de Janeiro
10. ↑ International Page on Extracorporeal Technology - Centro de Estudos de Circulação Extracorpórea
11. ↑ ANTIFIBRINOLÍTICOS NA PROFILAXIA DO SANGRAMENTO PÓS-PERFUSÃO.I. APROTININA
12. ↑ Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular
13. ↑ Revista Latinoamericana de Tecnologia Extracorpórea XII,3,2005
14. ↑ FUNDAMENTOS DA CIRCULAÇÃO EXTRACORPÓREA
15. ↑ Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões Print ISSN 0100-6991 Técnicas hemoterápicas em cirurgia renal percutânea
16. ↑ Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões Print ISSN 0100-6991 Técnicas hemoterápicas em cirurgia renal percutânea em paciente testemunha de Jeová
17. ↑ Revista Brasileira de Anestesiologia ISSN 0034-7094 Tampão sanguíneo peridural em pacientes Testemunhas de Jeová
18. ↑ Hematopoietic stem cell transplantation without the use of blood transfusions. Rev. Bras. Hematol. Hemoter., Apr./June 2006, vol.28, no.2, p.153-156. ISSN 1516-8484
19. ↑ Biblioteca Virtual em Saúde - Cirurgias sem sangue
20. ↑ Revista Brasileira de Anestesiologia Vol. 54, Nº 2, Março - Abril, 2004
21. ↑ Revista Brasileira de Anestesiologia Print ISSN 0034-7094
Ligações externas
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*[http://biomed.brown.edu/Courses/BI108/2006-108websites/group09artificialblood/index.htm Visão Geral do Sangue Artificial e Pesquisa Atual]
*[http://biomed.brown.edu/Courses/BI108/BI108_2005_Groups/10/webpages/index.htm Visão Geral e História do Sangue Sintético]
*[http://medind.nic.in/maa/t03/i1/maat03i1p45.pdf Visão Geral Detalhada do Sangue Artificial] (pdf)
*[http://www.redcross.org/news/bm/intl/010419sub.html África do Sul Aprova O Primeiro Substituto Do Sangue]
*[http://www.forbes.com/forbeslife/health/feeds/hscout/2006/09/20/hscout534985.html Programa para pacientes Testemunhas de Jeova reduz o uso total do sangue - HealthDay News]
*[http://www.eurobloodsubstitutes.com Substitutos do Sangue - uma revisão das edições médicas atuais acerca dos substitutos do sangue]
*[http://www.sanguibiotech.com/_download/pro_pro/sangui_bloodadditive_en.pdf Um novo tipo universal de portador artificial do oxigênio] (pdf)
*[http://www.tulsaworld.com/news/article.aspx?articleID=070515_1_A9_Moreh36838 'Cirurgia sem sangue' ganha mais aderentes Por KIM ARCHER da Redacção do World 15/5/2007 ]
*[http://www.msnbc.msn.com/id/12466831/ A cirurgia sem sangue evita os riscos das transfusões]
*[http://cbs2chicago.com/nationalhealth/health_story_114163145.html Hospital da FILADÉLFIA tem “ cirurgias sem nenhuma tranfusão de sangue]
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*[http://www.segs.com.br/index.cfm?fuseaction=ver&cod=50869 AMBULATÓRIO DÁ SUPORTE HEMATOLÓGICO A QUEM NÃO QUER FAZER TRANSFUSÃO DE SANGUE]
*[http://www.lifespan.org/rih/services/surgery/transfusion/portuguese/ Medicina e Cirurgia sem Transfusão no Hospital Rhode Island]
*[http://www.watchtower.org/t/20000108/diagram_01.htm Alguns métodos usados em tratamentos médicos e cirurgia sem sangue]
*[http://www.anestesiologia.com.br/anestesinfo.php?itm=15 Primeiro substituto de sangue aprovado para uso em humanos]
*[http://www.estado.com.br/editorias/2007/01/03/ger-1.93.7.20070103.1.1.xml Transplante de medula sem transfusão de sangue emprega remédios especiais]
*[http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_notas.php?id=7137 Hospital de Clínicas realiza equipamento inédito para cirurgia de transplante de fígado]
*[http://www.radiocriciuma.com.br/portal/vernoticia.php?id=3029 Novo método de cirurgia sem sangue chega na Região Sul]
*[http://perfline.com/revista/volume10/v10n2/v10n2-01.html CIRURGIA E PERFUSÃO SEM TRANSFUSÕES DE SANGUE - Cirurgia Cardíaca Pediátrica]
*[http://qmc.ufsc.br/qmcweb/artigos/sangue_artificial.html QMCWEB apresenta O Sangue Artificial]
*[http://www.eurooscar.com/quinton1.htm SUBSTITUTO DO SANGUE E DOS HEMODERIVADOS]
*[http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=21694&op=all Cientistas britânicos criam sangue artificial a partir do plástico]
*[http://oglobo.globo.com/saude/vivermelhor/mat/2007/07/19/296859562.asp Brasil (RJ): Hospital Souza Aguiar realiza cirurgia inédita, que recupera o sangue do paciente] oglobo.globo.com
Brasil (RJ): Hospital Souza Aguiar realiza cirurgia inédita, que recupera o sangue do paciente
Saúde Hospital Souza Aguiar realiza cirurgia inédita, que recupera o sangue do paciente
Plantão Publicada em 19/07/2007 às 11h17m
EXTRA
RIO - O Hospital Municipal Souza Aguiar realizou nesta quarta-feira a primeira cirurgia com auxílio do equipamento Cell Save, que recupera o sangue do paciente durante grandes cirurgias. A Secretaria Municipal de Saúde está avaliando a adoção do equipamento -- que, segundo o órgão, é inédito na rede pública do Rio -- nos procedimentos em que há grande perda de sangue.
Com esse aparelho, o sangue que o paciente perde normalmente é coletado e, após ser processado e tratado, é devolvido a ele, evitando as transfusões e diminuindo o risco de reações e rejeições. Os médicos usaram o equipamento em uma cirurgia de aneurisma abdominal de grande porte. O paciente passa bem.
O Souza Aguiar é pioneiro na busca por métodos alternativos à transfusão de sangue, utilizando há cinco anos a técnica de hipotensão induzida, que consiste em baixar a pressão do paciente para amenizar possível hemorragia, além de outras técnicas anestésicas como a hemodiluição. Em abril, o hospital adquiriu dois bisturis com feixe de argônio, que cortam e cicatrizam simultaneamente, evitando grandes perdas sangüíneas. O uso de outros métodos diversos da transfusão é importante, pois reduz os riscos de contaminação e garante sangue de tipos raros aos pacientes. Esses métodos aumentam ainda as chances de uma boa reação do organismo submetido ao procedimento.
G1 > Edição Rio de Janeiro - NOTÍCIAS - RJ: Hospital público testa aparelho que reaproveita sangue do paciente
Médicos do Hospital Souza Aguiar, que fica no Centro do Rio e tem uma das maiores emergências da América Latina, começaram nesta quarta-feira (18) a testar um aparelho que reaproveita o sangue do paciente em grandes cirurgias. A idéia é evitar transfusões e assim diminuir o risco de rejeições.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a operação com o Cell Save foi inédita na rede do município. O paciente é um homem, que teve aneurisma abdominal de grande porte. Os médicos dizem que ele passa bem.
O Cell Save permite que os cirurgiões processem e tratem o sangue do paciente, devolvendo-o ao corpo dele. Caso se mostre eficiente, o método será até mesmo uma alternativa à transfusão de sangue.
No Souza Aguiar, segundo a secretaria, também já é testada a técnica de hipotensão induzida, que consiste em baixar a pressão do paciente para evitar hemorragias. Bisturis com feixe de argônio, que cortam e cicatrizam simultaneamente, também são aliados dos médicos do hospital na tentativa de evitar perdas sangüíneas.
sexta-feira, março 23
Testemunhas de Jeová convidam milhões a partilhar do evento mais significativo do ano
Tradução de:
http://www.jw-media.org/newsroom/index.htm?content=/region/global/english/releases/events/070319.htm
Para publicação imediata
19 de Março de 2007
Testemunhas de Jeová convidam milhões a partilhar do evento mais significativo do ano

Congregações das Testemunhas de Jeová de todo o mundo estão a participar num esforço especial no sentido de convidar todas as pessoas amantes da paz a juntarem-se a eles para uma ocasião muito especial. O convite que está a ser distribuído estende as boas vindas a amigos, vizinhos, membros da família, e ao público ao evento anual que este ano cai em 2 de Abril, segunda-feira.
Nessa noite mais de seis milhões e meio de Testemunhas de Jeová de todo o mundo reunir-se-ão em conjunto com muitos outros milhões de convidados em reconhecimento da última refeição nocturna que Jesus teve com os seus discípulos. Isto está em harmonia com as instruções de Jesus: “Persisti em fazer isso em memória de mim”. Pão não fermentado e vinho tinto serão passados em reunião, e será explicado o significado desta cerimónia.—Lucas 22:19; Marcos 14:22-24.
Para muitas pessoas este evento é conhecido como Ceia do Senhor, ou Refeição Nocturna do Senhor. As Testemunhas de Jeová chamam-no de Memorial da Morte de Cristo, e constitui o evento mais importante do seu calendário anual. É um lembrete vital acerca do sacrifício que Jesus fez em favor da humanidade pecadora quando morreu. (João 3:16; 1 João 2:2) Depois da sua última refeição, Jesus Cristo, o maior homem que já viveu, foi preso e, mais tarde, morto numa estaca como se fosse um criminoso comum.—João 19:17, 18.
Tal como em todas as reuniões das Testemunhas de Jeová, o público é calorosamente bem recebido. Por favor, dêem uma olhada no vosso exemplar pessoal do convite ou tentem obter mais informações deste mais sagrado evento junto das Testemunhas de Jeová da vossa localidade.
Contacto para a imprensa: J. R. Brown, telefone: (718) 560-5600
Copyright © 2007 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania. All rights reserved.
Trad. por Carlos Queiroz
quinta-feira, março 22
AMBULATÓRIO DÁ SUPORTE HEMATOLÓGICO A QUEM NÃO QUER FAZER TRANSFUSÃO DE SANGUE
AMBULATÓRIO DÁ SUPORTE HEMATOLÓGICO A QUEM NÃO QUER FAZER TRANSFUSÃO DE SANGUE
SEGS.com.br Autor ou Fonte Redatora é: Priscila Dadona e Silvia Alves
Data: 21/03/2007
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Objetivo é atender pacientes clínicos e cirúrgicos com doenças de qualquer especialidade que não querem (por motivos religiosos ou não) receber sangue ou hemoderivados
O Hospital e Maternidade São Camilo inaugura ambulatório inédito para tratar pacientes clínicos e cirúrgicos de qualquer especialidade, que prefiram ser tratados sem receber transfusão de sangue. A proposta do Ambulatório é orientar médicos e acompanhar pacientes que precisam de cirurgia, estão em tratamento clínico ou quimioterápico, radioterápico e outros. O Ambulatório vai atender tanto os pacientes que realizarão procedimento no São Camilo como em outros serviços.
Há um ano, o serviço de Transplante de Medula Óssea (TMO) do São Camilo Pompéia realizou um feito inédito no Brasil: o primeiro transplante autólogo (com células do próprio paciente) de medula óssea sem transfusão de sangue ou uso de hemocomponentes. A paciente, uma jovem de 14 anos, era portadora do linfoma de Hodgkin, câncer do sistema linfático, doença com 6 mil a 7 mil novos casos por ano nos Estados Unidos.
Segundo o Dr. Roberto Luiz da Silva, um dos responsáveis pelo feito, o ambulatório seguirá modelo utilizado em grandes centros especializados no mundo. O próprio transplante inédito seguiu protocolo descrito por um serviço norte-americano.[14]
A equipe do Ambulatório será coordenada pela Drª Maria Cristina Martins de Almeida Macedo, doutora em Hematologia pela Universidade de São Paulo, membro da equipe de Hematologia e Transplante de Medula Óssea (TMO) do São Camilo Pompéia e médica da Bio Sana´s. O atendimento será sempre às sextas-feiras no Ambulatório, no Bloco III.
SEGS.com.br - Portal Nacional de Seguros & Saúde comente este artigo abaixo...
http://www.segs.com.br/index.cfm?fuseaction=ver&cod=50869
sábado, fevereiro 3
A propagação do vírus da Aids por transfusões de sangue

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Moçambique luta contra a Sida
Hospitais tentam travar transfusões infectadas
A propagação do vírus da sida por transfusões de sangue tem sido um dos maiores combates dos hospitais moçambicanos, apesar de as “melhorias tecnológicas na vigilância” afastarem já aquela possibilidade de contágio.
Pedro Sá da Bandeira/Lusa
Há crianças contaminadas com transfusões de sangueÀ falta de estatísticas sobre as pessoas contaminadas por esta via – sabe-se apenas que o VIH afecta 16,3% da população, num total de 18 milhões de habitantes –, sobram nos corredores dos hospitais os relatos de dramas pessoais.
Maria Alexandre conhece bem o risco: o filho, Mertino, terá sido contaminado numa transfusão de sangue “quando padecia de anemia”. “O pai morreu de um abcesso no fígado, que não tem nada a ver com isso”, diz acrescentando que o teste que lhe fizeram “deu negativo”.
quarta-feira, janeiro 3
Transfusões de sangue potenciam um novo surto de um tipo de doença das vacas loucas
Hugo Bordeira em Londres | |
| Centenas de pessoas no Reino Unido poderão estar em risco de contrair a doença de Creutzfeld-Jakob, a variante humana da doença das vacas loucas, através de sangue contaminado ou em cirurgias realizadas com instrumentos infectados. Esta é pelo menos a convicção do cientista britânico John Collinge, um especialista da Unidade Prião do Medical Research Council de Londres, que analisou um grupo de 66 pessoas vítimas de transfusões de sangue infectado e chegou à conclusão de que pelo menos três faleceram de causas directamente relacionadas com a doença. "O facto de três indivíduos deste grupo, que sabemos ter sido exposto através de sangue contaminado, terem desenvolvido a doença de Creutzfeld-Jakob sugere que a infecção pode ser transmitida de forma muito eficaz por esta via, pelo que o risco para os restantes indivíduos contaminados é bastante elevado", escreve o professor, num relatório publicado na revista científica The Lancet. Esta facilidade de propagação através de sangue infectado torna a doença potencialmente mais perigosa do que se pensava. Na verdade, sendo um vírus originado na Encefalopatia Espongiforme Bovina (também conhecida como BSE ou "doença das vacas loucas"), os principais receios tinham que ver com a propagação através de carne contaminada. No entanto, este estudo sugere que o risco de contaminação é maior através da transfusão de sangue, uma vez que por esta via não existe a barreira da mutação do vírus que ocorre na transmissão entre espécies. Do grupo de 66 pessoas que se sabe terem sido contaminadas através de transfusões de sangue, 39 morreram de causas não relacionadas (34 das quais nos cinco anos seguintes à infecção) e sabe-se que três faleceram devido a lesões provocadas por priões (proteínas transmitidas pela doença que se propagam e destroem as células cerebrais). Neste momento há 24 indivíduos portadores do vírus que podem vir a desenvolver a nova variante da doença de Creutzfeld-Jakob, que segundo os médicos tem um período de incubação relativamente longo - tipicamente vários anos - mas, uma vez activa, é geralmente fatal ao fim de um ou dois anos. Nos três casos estudados pelo professor John Collinge, a doença desenvolveu-se em seis/sete anos, bastante mais depressa do que nos casos de transmissão por carne contaminada. O último paciente analisado, cuja identidade foi reservada por motivos de privacidade, contraiu o vírus numa transfusão de sangue com 23 anos e começou a ter sintomas ao fim de sete anos. Iniciou um tratamento experimental em 2004 nesta unidade de investigação médica e acabou por falecer um ano depois, já com 32. Uma conclusão que levanta receios de uma segunda epidemia no Reino Unido e deixou em alerta o Serviço Nacional de Sangue britânico, que já reconheceu não ter testes de despistagem capazes de detectar o vírus. Até à data, a doença já provocou 160 vítimas mortais no país, a maioria das quais jovens que ingeriram carne contaminada. |
Quem fez transfusão há mais de 14 anos deve se submeter a teste
O médico especialista em doenças infecciosas e parasitárias Rafael Sani Simões fez um alerta para a possibilidade do Brasil enfrentar um surto de hepatite C a partir de 2011. Segundo ele, todas as pessoas que receberam sangue antes de 1992 têm grandes riscos de estarem infectadas e não saberem.
Ele argumenta que antes de 1992 o sangue destinado as transfusões não era analisado para detecção do vírus da hepatite C, pois não se conhecia completamente essa forma de hepatite.
“Hoje em dia, já sabemos que essa doença pode não se manifestar por até 20 anos. Por esse motivo, cerca de 90% dos contaminados desconhecem suas condições e descobrem que estão infectados em um estágio já muito avançado”, explica Simões.
O especialista diz que a doença age silenciosamente e raramente provoca sintomas. “Sem dar sinais, evolui para quadros graves, como cirrose ou câncer, sem que o paciente perceba o risco para a sua saúde.”
Para facilitar diagnóstico precoce e tratamento adequado, o médico aconselha as pessoas que receberam transfusão antes de 1992 a fazer teste de hepatite C.
http://www.bomdiasorocaba.com.br/index.asp?jbd=2&id=108&mat=55695
terça-feira, janeiro 2
Transplante de medula óssea sem transfusão de sangue

Quarta Feira, 03 de Janeiro de 2007
ADRIANA DIAS LOPES
Da Agência Estado - São Paulo
Uma equipe de hematologistas do Hospital São Camilo, em São Paulo, fez um transplante de medula óssea usando uma técnica muito rara na literatura médica brasileira. Em respeito à religião da paciente, uma adolescente de 14 anos, Patrícia, com leucemia que é testemunha de Jeová, não foi feita transfusão de sangue.
Num procedimento desse tipo o risco de não receber sangue é enorme. A medula é justamente o órgão que produz os componentes mais importantes do sangue, como glóbulos vermelhos e plaquetas. Até a nova medula ter suas funções normalizadas depois do transplante, são necessários pelo menos 15 dias. As transfusões são de plaquetas, que são responsáveis pela coagulação sanguínea e glóbulos vermelhos, que têm a função de transportar oxigênio no sangue. Sem os componentes, a chance de o paciente ter sangramentos e anemia profunda é altíssima.
O caso de Patrícia foi parar nas mãos do hematologista Roberto Luiz da Silva, do São Camilo, há um ano. Depois da aprovação da diretoria do hospital, foi decidido que a menina seria transplantada, mas com uma condição: se corresse risco de morte, receberia sangue. "Ele foi o único médico que se comprometeu a se esforçar ao máximo para nos atender", conta Júlio Borba, pai da paciente.
Com crianças, o código de ética médica é claro. "A decisão médica sempre prevalece à vontade dos pais da criança em caso de risco de morte", explica Marco Antônio Becker, primeiro-secretário do Conselho Federal de Medicina.
Com adultos não há consenso. "Nosso código profissional diz que o médico não deve usar tratamento que o adulto não queira, salvo em perigo de vida", diz Becker. "O paciente, por sua vez, não é obrigado a receber tratamento que não queira."
PRÉ-OPERATÓRIO
Patrícia passou por uma preparação especial no pré-operatório. "Ela tomou hormônios para elevar a quantidade de componentes do sangue e entrar no transplante com níveis acima do normal", explica Luiz da Silva.
Para estimular os glóbulos vermelhos, foi dado eritropoietina. Para plaquetas, interleucina. E mais doses altas de ferro e ácido fólico. Os remédios fizeram com que ela começasse o transplante com 214 mil plaquetas. Durante o procedimento, o número caiu para 33 mil. Ela recebeu alta, 35 dias depois, com 72 mil plaquetas. "Em nenhum momento ela correu risco. Mas fiquei praticamente 15 dias sem dormir", lembra o hematologista.
Uma pessoa saudável tem de 150 mil a 500 mil plaquetas. A transfusão é indicada quando a quantidade de plaquetas fica abaixo de 20 mil, o que é muito comum em caso de transplantes de medula. Na maioria dos casos o paciente recebe transfusão durante o transplante e nas duas semanas seguintes.
"Essa técnica com remédios não é usada como rotina em nenhum centro de transplante do mundo", analisa Mair Pedro de Souza, hematologista do Hospital Amaral Carvalho, em Jaú, um dos maiores centros de referências em transplantes do País. "Seria muito interessante que houvesse um protocolo grande (pesquisa clínica) a partir de agora."
SANGUE SAGRADO
O Brasil tem 1,6 milhão de testemunhas de Jeová Para eles o sangue é sagrado e, por isso, não pode haver doação de terceiros
quinta-feira, dezembro 14
Knocking Documentary - Testemunhas de Jeová - " Batendo na Porta "
Knocking Documentary
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Knocking faz um análise através de um olhar imparcial, interno, de como as Testemunhas de Jeová enfrentaram a sociedade, além de bater de porta em porta. Este documentário não foi produzido pelas Testemunhas de Jeová, mas conta fatos importantes de sua história, de um ponto de vista crítico, porém imparcial.
Dirigido por Joel P. Engardio e Tom Shepard que focam nas liberdades civis conquistadas pelas Testemunhas de Jeová. O diretor do filme conta que sua mãe é uma Testemunha de Jeová.
Este documentário foi baseado primeiramente em histórias de três Testemunhas de Jeová, e como suas vidas ilustram três ensinos fundamentais das Testemunhas de Jeová, que afetaram a sociedade de maneira surpreendente:
Recusa das Testemunhas a:
1-Práticas de Serviço Militar;
2-Transfusões de Sangue e
3-Saudação à Bandeira.
Knocking ganhou a concessão do juri como melhor documentário no Festival de filmes de 2006, em Dallas, EUA, e a concessão da assistência para o melhor documentário de 2006 em Indianápolis no Festival internacional de Filmes.
Foi Apresentado em festivais de filmes dentro Trenton, New-jersey; Flint, Michigan; Cleveland, Ohio; Reno, Nevada; Lansing, Michigan.
Knocking será transmitido na série de PBS na temporada 2006-07.
História
Lillian Gobitas: Como uma menina na Pensilvânia, EUA e milhares de outras crianças Testemunhas de Jeová recusaram saudar a bandeira dos Estados Unidos, levantando a uma controvérsia que levou a Suprema Corte dos Estados Unidos em 14 de junho de 1943 a decidir que a saudação obrigatória à bandeira era incoerente com a garantia da liberdade concedida pela própria constituição daquela nação.
Joseph Kempler: Um Judeu que converteu-se à fé das Testemunhas de Jeová após ter observado sua integridade dentro campos de concentração Nazi durante a segunda guerra mundial.
Seth Thomas: Uma Testemunha de Jeová de 23 anos, que apesar do riscos e da oposição de sua família não Testemunha, recusou transfusões de sangue durante uma cirurgia de transplante de fígado. Quando o tratamento foi rejeitado inicialmente pelo centro médico da universidade de Baylor de Texas, cirurgiões no Condado-USC Center University, Centro Médico de Los Angeles, no hospital da Universidade da Califórnia em Los Angeles concordaram em executar a operação, acreditando que essa pesquisa na medicina é necessário e deve ser explorado.
Lutando pelo seu direito de viver e de adorar porque assim escolheram, as Testemunhas de Jeová ganharam muitas vitórias legais que protegeram liberdades civis e a liberdade de escolha para todos os americanos e milhões em muitos outros países.
Recusando transfusões de sangue, mas insistindo no melhor cuidado médico disponível, elas arriscaram suas vidas na busca de novas alternativas médicas ^ usadas agora em todos os tipos de pacientes.
Resistindo Hitler e seu exército Nazi, as Testemunhas de Jeová na Alemanha aos milhares foram encarceradas em campos de concentração durante o Holocausto.
Knocking (Batendo na Porta), conta uma história cheia de dimensão : controvérsia, criticismo, integridade, inspiração.
=={{Links Externos}}==
*{{en}} - [http://www.knocking.org Site Oficial]
*{{en}} - [http://www.itvs.org/search/at aglance.htm?showID=1040 Serviço Independente de Televisão]
*{{en}} - [http://www.pbs.org em PBS lente independente]
*{{en}} - [http://www.filmarts.org/servi ces.php?function=sponsoredproj &projects=fr#sp56 Fundação Filme de Artes]
*{{en}} - [http://clevelandfilm.org/film s/details/index.php?films=deta il&film_detail_ID=30 Sumário- Sociedade de Filmes de Cleveland]
*{{en}} - [http://www.clevelandjewishnew s.com/articles/2006/03/17/feat ures/arts/barts0317.txt Bastidores com Howard Shack], de [http://www.JewishNews.com JewishNews.com]
http://pt.wikipedia.org/wiki/Knocking
http://en.wikipedia.org/wiki/Knocking_%28documentary%29
sexta-feira, outubro 27
Hospital de Clínicas realiza equipamento inédito para cirurgia de transplante de fígado
O equipamento, que custa R$ 9,5 mil, está sendo doado pela BMR Medical, com sede em Curitiba e com atuação em todo território nacional, para o transplante de fígado de um paciente que será operado neste sábado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O diretor da BMR Medical, Rafael Martinelli de Oliveira, afirma que o novo equipamento, fabricado pela empresa americana Asher Medical e já aprovado pela Anvisa no Brasil, diminui o sangramento e reduz a necessidade da realização de várias transfusões de sangue. “Não existia, até o momento, um único equipamento que fazia o corte e a coagulação de maneira eficiente. Até então, o cirurgião precisava de três a quatro dispositivos ao mesmo tempo para fazer o mesmo trabalho de um só aparelho”, descreve ele.
Em muitos casos, é possível ainda dispensar a transfusão de sangue, o que reduz consideravelmente os riscos ao paciente, custos do procedimento, tempo da cirurgia e de internação hospitalar. “Esse método é importante especialmente para os pacientes que são adeptos de Testemunha de Jeová que não permitem em nenhuma hipótese a transfusão de sangue”, ressalta Oliveira.
O cirurgião Julio Cezar Uili Coelho, PhD., do Hospital de Clínicas da UFPR, fará a primeira operação com esse aparelho, que será utilizado para a retirada do órgão doador. O procedimento, que será o primeiro no país com este dispositivo, representa um avanço na história da cirurgia hepática no Paraná e no Brasil. “Pacientes com restrição à transfusão sanguínea poderão contar com uma nova tecnologia, comprovada mundialmente como uma excelente opção em cirurgias que envolvam órgãos sólidos”, afirma.
terça-feira, setembro 26
Novo método de cirurgia sem sangue chega na Região Sul
Neste mês de agosto, a equipe de Cirurgia Cardíaca do Hospital São José, realizou uma cirurgia na instituição, utilizando este novo equipamento, cuja a cirurgia teve duração de oito horas. Segundo o médico e responsável pelas Cirurgias Cardíacas, Ricardo Choma, o paciente não precisou de nenhuma bolsa de hemáceas. “Sem a máquina haveria a perda de 1000 mililitros de sangue, com a necessidade de transfundirmos três ou quatro bolsas de sangue. Os resultados da cirurgia sem a necessidade de transfusões são fantásticos, com menor tempo de internação e riscos”, ressaltou o cirurgião cardíaco.
Nesta linha de tratamento o grupo está desenvolvendo o CM&CSS (Centro Médico e Cirurgia Sem Sangue), que é um hospital com pensamento e procedimentos voltados a terapia médica sem utilização de sangue e seus derivados. Em primeiro encontro, o CM&CSS, apresentou para a equipe de cirurgia do Hospital, material científico para embasamento deste trabalho. Todo o processo é apoiado pela COLI (Comissão de Ligação com Hospitais para Testemunhas de Jeová). “Recebemos todo o material científico e estamos implantado as rotinas com um grupo composto por médicos, bioquímicos, fisioterapeutas, psicólogos, enfermeiras, técnicos de enfermagem . Neste protocolo de implantação, consta a aquisição de equipamentos, mudanças de rotinas, utilização de medicação especial e principalmente na conscientização de que é possível realizar cirurgias sem utilização de sangue. Neste ponto o Cell Saver é fundamental”, conclui Choma.
(Maíra Rabassa)
Programa para pacientes Testemunhas de Jeova reduz o uso total do sangue
WEDNESDAY, Sept. 20 (HealthDay News) -- A transfusion-free surgical program developed for Jehovah's Witness patients reduced the use of blood products in other patients, according to a new study.
The University of Southern California (USC) developed a transfusion-free program for Jehovah's Witnesses undergoing liver transplantation in January 2000.
For this study, published in the September issue of the Archives of Surgery, researchers from the INTEGRIS Baptist Medical Center in Oklahoma City, Okla., and colleagues analyzed the medical records of 272 non-Jehovah's Witness patients who were undergoing liver transplantations at USC.
Compared with the patients who had surgery before the transfusion-free program was developed, those who had surgery after the program's initiation were significantly less likely to receive certain types of blood transfusions.
Scores on the model of end-stage liver disease (MELD) test were significantly higher in the patients having surgery after the program was developed. The MELD score describes the survival probability in people with liver disease, with higher scores indicating sicker patients.
"The development of a transfusion-free surgical program for Jehovah's Witness patients has had a positive impact on reducing the overall blood use in non-Jehovah's Witness patients," the authors noted.
According to the authors, the program decreases some of the complications of transfusions, such as transmission of unknown pathogens, and also helps to preserve blood bank resources, which reduces the overall cost of the procedure.
More information
The National Institutes of Health have more on blood transfusion. http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/bloodtransfusionanddonation.html
quarta-feira, setembro 6
NO BLOOD : Sem Sangue - A Medicina Aceita o desafio.
Línguas disponíveis: Inglês
Video de Meio - hora.
http://www.jw-media.org/edu_videos/vcnb_e.htm
terça-feira, agosto 15
QUESTÕES CONSTITUCIONAIS E LEGAIS REFERENTES A TRATAMENTOS MÉDICOS E AS TJ
Valderez Bosso
É cediço por todos, sobre a polêmica existente no fato das Testemunhas de Jeová, recusarem-se a transfusões de sangue em tratamentos médicos/cirúrgicos, por motivos de convicção religiosa.Justificam tal conduta, principalmente, com o Livro de Levítico em seu capítulo 17 e versículo 10, bem como, o Livro de Atos no seu capítulo 15 e versículo 20, nos quais, Jeová Deus, desaconselha o uso de sangue, e ainda prelecionam, que o sangue pertence a Ele.Deve-se ter ainda, que esta decisão tem para as Testemunhas de Jeová, a mesma importância que o adultério, a idolatria e a imoralidade sexual. Defendem também, a abstenção à participação político-administrativa governamental, não votam nem são votados em cargos políticos, não prestam homenagem aos símbolos nacionais, recusam-se, inclusive, servir às Forças Armadas.Muitas perguntas surgem decorrentes de tal assunto, como por exemplo:
Continue lendo no excelente Blog Criado pela Advogada Valderez Bosso:
Advogada formada pela Faculdade de Direito Padre Anchieta de Jundiaí/SP. Pós-Graduanda em Direito Processual Civil pelo CEU - Centro de Extensão Universitário de São Paulo/SP. Membro da Comissão de Bioética, Biodireito e Biotecnologia da OAB/SP.